CRECI: a importância do registro de corretor de imóveis para a carreira no mercado imobiliário

CRECI: a importância do registro de corretor de imóveis para a carreira no mercado imobiliário

Mercado consolidado, muitas oportunidades de negócios e ganhos ilimitados, esses são alguns dos benefícios que fazem parte da carreira de um corretor de imóveis. Mas como iniciar uma carreira de sucesso no mercado imobiliário?

Desde 1962 a profissão é regulamentada no Brasil. A lei, que foi atualizada em 1978, define uma série de medidas para nortear a atuação desses profissionais no país. Entre as regras está a obtenção do registro junto ao CRECI (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis).

Neste material, vamos falar sobre como o registro de corretor de imóveis é fundamental para ter uma trajetória de êxito no mercado imobiliário, além de apresentar informações valiosas para quem deseja iniciar ou melhorar a sua carreira nesse ramo. Boa leitura!

Carreira: o que faz um corretor de imóveis?

A carreira de um corretor de imóveis tem muitas vantagens e possibilidades de crescimento. Entre elas estão a flexibilidade do horário de trabalho, a oportunidade de ganhar grandes quantias de dinheiro e participar de um mercado competitivo, entre outras características diferenciadas.

Tantos benefícios mexem com as expectativas de pessoas de diversas áreas de formação. Conheça alguns detalhes e informações relevantes sobre essa carreira:

1. As possibilidades de atuação

Ao contrário do que muitos pensam, as funções de um corretor de imóveis não se restringem apenas à venda e locação de imóveis. Diversas atividades podem fazer parte da rotina do profissional: cadastro de imóveis, confecção de contratos, registro de transações imobiliárias, administração de aluguéis, entre outras.

Além de trabalhar por conta própria, os corretores de imóveis podem atuar em cartórios, consultorias, bancos, imobiliárias já existentes ou abrir a própria, construtoras, empresas de loteamento.

Também é possível escolher uma especialização e trabalhar com imóveis novos, na planta, rurais, lançamentos ou loteamentos. Dentre as diversas opções de negociação imobiliária, ainda é viável optar por imóveis populares, de médio ou alto padrão.

2. A remuneração

O corretor não costuma ter renda regular — geralmente ganha de acordo com os seus resultados. Mesmo os profissionais que decidem trabalhar em imobiliárias ou em outras empresas relacionadas, na maioria das vezes não são assalariados e recebem de acordo com a comissão. O percentual de ganho em cada venda realizada é estabelecido pelo CRECI da região, mas geralmente gira em torno de 6% do valor do imóvel.

É claro que o recebimento também varia de acordo com o volume de vendas e o valor dos negócios fechados. Além disso, considerando que existem várias áreas de atuação possíveis, é interessante verificar o percentual de cada uma delas junto ao conselho regional. Para que a renda variável não se torne um problema no fim do mês, é imprescindível ter um bom planejamento financeiro e fazer uma reserva de emergência.

3. As exigências

Não existe limitação de idade para atuar como corretor, mas é preciso ter mais de 18 anos e ter concluído o Ensino Médio. Também é obrigatório o registro no CRECI, por isso, vamos explicar o passo a passo para realizar o credenciamento em breve.

Mas além das exigências legais, existem outros requisitos necessários para ter sucesso na profissão. Afinal, como já citamos, ser um corretor de imóveis pode ser muito interessante, mas como em qualquer outro trabalho é preciso ter e aprimorar alguns atributos.

Ter habilidades de comunicação e vendas, gostar de se capacitar constantemente, ser engajado e paciente e apreciar se relacionar com pessoas são algumas características essenciais.

Como está o mercado imobiliário brasileiro?

A crise econômica que atingiu o Brasil nos últimos anos afetou o mercado imobiliário. O desemprego e o endividamento de parte da população provocaram uma queda acentuada nas vendas nos últimos anos. Com a menor procura, os valores dos imóveis diminuíram.

De acordo com o índice FipeZap, que monitora o valor de imóveis em 20 cidades do país, o aumento médio dos preços dos imóveis subiu apenas 0,56% em 2016. A menor alta registrada desde 2008.

A desaceleração do mercado não foi surpresa. Afinal, comprar um imóvel é um investimento alto e a população, durante momentos de crise, precisa pensar duas vezes antes de comprar qualquer coisa. Em 2017, junto com o início da recuperação da economia, aconteceu uma melhora na venda de imóveis.

Segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), o aumento foi de 25,5% de janeiro a agosto do ano passado em comparação com o mesmo período de 2016. Para 2018, o cenário deve ser ainda mais favorável. Os especialistas estão confiantes na melhora da economia e, consequentemente, na recuperação do mercado imobiliário.

Diversos pontos tendem a colaborar para que isso aconteça: a expectativa de queda na inflação e na Taxa Básica de Juros, o aumento na geração de empregos e do PIB (Produto Interno Bruto) são ótimas notícias para corretores e compradores.

1. O financiamento imobiliário

A maioria das pessoas que querem adquirir a casa própria não tem a quantia de dinheiro necessária para pagar o imóvel à vista. O financiamento imobiliário é principal opção para tornar a compra possível nesses casos. Funciona assim: o banco paga o valor total ou parcial do imóvel ao proprietário do imóvel e o comprador quita a dívida, acrescida de juros, com a instituição financeira.

Antes de liberar o financiamento, as organizações realizam uma análise de crédito rigorosa do comprador. Além de não poder ter o nome negativado em nenhum órgão de proteção ao crédito, as prestações do empréstimo não podem ultrapassar 30% da renda familiar.

Sabendo disso, o corretor só apresenta imóveis que estão dentro das possibilidades econômicas da família, além de atender as suas necessidades. Isso reduz as chances de o cliente ter o crédito negado e se frustrar realizando visitas desnecessárias.

Várias organizações oferecem crédito imobiliário no país: Banco do Brasil, Santander, Itaú. A Caixa é o banco que mais empresta dinheiro com este objetivo e geralmente tem as melhores taxas. Assim como qualquer transação imobiliária, o financiamento exige uma série de burocracias e processos que podem ser muito confusos para pessoas leigas. Também é papel do corretor orientar e guiar o cliente durante todo o caminho.

2. As principais linhas de crédito da Caixa

As regras das linhas de crédito podem mudar a qualquer momento. Esse é um dos motivos pelo qual o corretor de imóveis precisa estar sempre atento às notícias do mercado. Afinal, só assim é possível reconhecer as oportunidades e orientar os clientes sobre os melhores investimentos. Conheça algumas das principais linhas de crédito:

2.1. Minha Casa Minha Vida

É um programa do Governo Federal que subsidia ou facilita a compra de casas ou apartamentos para famílias com renda bruta de até R$7.000,00. As taxas de juros são diferenciadas em relação às outras opções disponíveis no mercado, e chegam a no máximo 8,16% ao ano. Os grupos familiares são divididos de acordo com as faixas de renda e cada uma delas tem benefícios diferentes. Quanto menor a renda, maior é a ajuda do Governo para que a família consiga financiar o imóvel.

2.2. Sistema Financeiro da Habitação (SFH)

É o sistema mais procurado para liberação de crédito no país. Ele permite a liberação de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e não limita a renda familiar. Além disso, os juros do financiamento não podem ultrapassar 12% ao ano.

Entretanto, o imóvel precisa ser residencial e o primeiro a ser financiado no nome da pessoa interessada, e estar localizado na cidade em que ela mora ou trabalha. Também existe um limite no valor do imóvel, que varia de acordo com a região do país.

2.3. Sistema Financeiro Imobiliário (SFI)

É um sistema com menos restrições do que o SFH, mas apresenta uma taxa de juros variável, que pode ultrapassar 12% ao ano. Não limita a renda e nem o valor do imóvel que será financiado.

2.4. Sistemas de Amortização

Ao contratar um financiamento, também é necessário escolher um sistema para amortizar a dívida. Assim é definido como o empréstimo vai ser pago à construtora ou banco. Vamos falar sobre os sistemas mais utilizados:

2.4.1. SAC (Sistema de Amortização Constante)

Nessa opção as parcelas do financiamento são decrescentes, ou seja, começam com um valor mais alto e vão diminuindo com o passar do tempo.

2.4.2. Tabela Price

Com o sistema Price o valor das parcelas não muda, são fixos do início ao fim. Já a amortização é crescente. Na prática, no início se paga uma parte maior dos juros e uma menor parte do valor principal do financiamento. Com o tempo isso se inverte.

Qual a importância do CRECI?

Junto com a regulamentação da profissão em 1962, foi criado o CRECI (Conselho Regional dos Corretores de imóveis) órgão que é responsável por fiscalizar corretores de imóveis e imobiliárias. Cada Estado tem um Conselho com suas regras de atuação no mercado.

Na mesma época foi criado o COFECI (Conselho Federal de Corretores de Imóveis), órgão que fiscaliza as operações dos profissionais de todo o país. No site da instituição tem uma lista com informações sobre todos os conselhos regionais.

É importante destacar que obter o registro é obrigatório para atuar como corretor de forma legalizada em nosso país. Os clientes também buscam cada vez mais informações antes de contratar um corretor e, é claro, querem ser atendidos por profissionais registrados.

Caso alguém trabalhe de forma irregular pode ser enquadrado no artigo 47 da Lei das Contravenções Penais, que determina que é ilegal “exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício”.

Além disso, o credenciamento oferece uma série de benefícios ao profissional. Veja algumas vantagens:

  • reconhecimento do valor econômico e social da profissão;
  • autonomia para realizar transações imobiliárias;
  • credibilidade diante do mercado e dos clientes;
  • torna-se um profissional mais capacitado para exercer a profissão.

Mas quais são os passos que devem ser seguidos por quem deseja obter a carteira do CRECI? São necessárias apenas três etapas para conquistar o registro:

1. Formação

Primeiro, é necessário investir em um curso técnico profissionalizante na área de transações imobiliárias, que tem duração mínima de 10 a 12 meses. Também é possível fazer um curso superior de Ciências Imobiliárias, por 4 anos, ou Gestão Imobiliária, que dura 2 anos.

O CRECI ou o sindicato da categoria podem indicar quais são as instituições que têm credibilidade e que podem oferecer um curso de qualidade. Escolher bem a instituição de ensino é um dos primeiros passos no caminho para uma carreira de sucesso. Seja em nível técnico ou superior, existem opções de cursos que podem ser feitos a distância, pela internet.

2. Estágio

O estágio é uma etapa fundamental para colocar em prática tudo o que foi aprendido durante a formação, agora no mercado. Em algumas instituições o estágio é obrigatório para aprovação e em outras não. De toda forma, essa é uma excelente maneira de ganhar experiência e aprender com profissionais experientes.

Certamente a experiência torna o profissional mais capacitado! Em alguns casos, a própria instituição de ensino direciona o aluno ao estágio. Em outros, o futuro profissional precisa buscar por conta própria locais para estagiar.

3. Registro

Após terminar o curso e estar com o diploma em mãos, é hora de procurar o CRECI do seu Estado para realizar o registro. Depois de ter os documentos verificados é só seguir as orientações do órgão, aguardar a aprovação do Conselho e esperar a chegada da carteira vermelha. O documento certifica que o profissional está apto a exercer a profissão legalmente.

Conclusão

A corretagem de imóveis é uma profissão para aqueles apaixonados por desafios, que apreciam cultivar relacionamentos com as pessoas e que não têm medo da responsabilidade de lidar com sonhos diariamente. Para aproveitar todas as vantagens e ter uma carreira de sucesso é essencial aprender a superar desafios diários, ser persistente e encarar cada oportunidade de negócio com muito entusiasmo.

Também é fundamental, como mencionamos, ser credenciado no CRECI do seu Estado de atuação. Essa é a única forma de exercer a profissão de corretor de imóveis de forma legal no Brasil. Se você pretende entrar ou já participa do mercado imobiliário de forma não legalizada, aproveite as informações deste conteúdo para obter o registro de corretor de imóveis.

Bons estudos e excelentes vendas para você!

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