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Como será a retomada do mercado imobiliário após a pandemia?

Como será a retomada do mercado imobiliário após a pandemia?

Não podemos mensurar com exatidão quais serão os resultados da pandemia da Covid-19 sobre a economia nacional e, mais precisamente, sobre o ramo imobiliário. Contudo, é indiscutível que a crise colocou em xeque um conjunto de boas expectativas.

Em 2019, de acordo com estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), o Produto Interno Bruto (PIB) do setor de construção civil aumentou 1,6%, quando comparado ao ano de 2018. Em 2020, porém, o setor, ainda no primeiro trimestre, revelou uma queda de 2,4% em relação aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2019.

Ainda que exista um clima pessimista, é necessário compreender que se trata de uma crise econômica mundial, que afeta todos os setores, e não apenas o imobiliário. Na verdade, o setor de imóveis ainda é um dos poucos que mais conseguem driblar crises e manter-se em qualquer situação.

Luiz Antônio França, presidente da ABRAINC, afirma que há diversos outros fatores que revelam que é possível retomar os negócios no setor rapidamente após a crise passar. Esse é o assunto deste artigo. Vamos analisar como será a retomada do mercado imobiliário após a pandemia. Acompanhe a leitura!

As consequências da crise da pandemia

A crise resulta das paralisações devido ao isolamento social decretado em diferentes estados do Brasil. O isolamento e a quarentena causaram uma grande queda no consumo, motivaram o aumento do desemprego, reduziram o ritmo e até suspenderam as obras e as vendas. 

Entre as consequências negativas no mercado imobiliário, em um primeiro momento, podemos citar:

  • a renegociação de aluguéis;
  • a vacância de locações;
  • os distratos de compra/venda;
  • a diminuição na aquisição de imóveis;
  • o aumento dos estoques;
  • o adiamento de lançamentos;
  • a velocidade reduzida nas vendas.

Algumas empresas do setor já entraram com pedido de recuperação judicial. É o caso da João Fortes Engenharia e da Esser, que sofrem com problemas antigos e que, somados à situação gerada pela crise da pandemia, complicaram as coisas para ambas. Esse cenário parece caótico, e algumas pessoas podem duvidar que a retomada do mercado imobiliário após a pandemia seja efetiva. Continue a leitura e confira por que essa visão negativa não está de todo correta.

A retomada do mercado imobiliário após a pandemia

A retomada do mercado imobiliário após a pandemia

Conforme a análise do presidente da ABRAINC, a cidade de São Paulo conferiu 161 alvarás para construções verticais de abril a maio de 2020. Curiosamente, uma alta de 13,4%, quando comparamos ao primeiro trimestre do ano anterior. Estamos vivenciando uma época de lançamentos imobiliários de grande porte. Esse fato comprova que os empreendedores da construção civil conseguem identificar boas oportunidades mesmo diante de uma crise global.

Outro ponto significativo que conspira a favor da retomada do mercado imobiliário após a pandemia é a redução da Selic, ou taxa básica de juros. Em agosto de 2020, o Banco Central diminuiu para 2% ao ano — e a taxa de juros nunca ficou tão baixa. Como consequência, os juros incidentes sobre financiamentos e cartão de crédito também caíram. Naturalmente, essa queda estimula os consumidores a adquirir sua casa própria, aproveitando juros bem mais baixos de financiamento.

Apesar de que muitos compradores tenham protelado a compra de imóveis, eles não desistiram definitivamente. Com a taxa de juros mais baixa de todos os tempos, o mercado de imóveis conseguiu manter-se ativo. A baixa nos juros está relacionada de forma direta com a redução dos rendimentos de renda fixa, como a poupança e o Tesouro Selic (que integra o Tesouro Direto). Devido a isso, os investidores podem contribuir para a manutenção de um setor imobiliário aquecido.

Ainda conforme Luiz Antônio França, os imóveis se destacam como uma opção rentável de investimento para aluguel. A ABRAINC efetuou um estudo que revelou que os imóveis alugados apresentaram um rendimento médio de 15,3% ao ano, entre 2009 e 2019, levando em conta o retorno médio que os aluguéis oferecem e o potencial de valorização dos bens imobiliários. 

Uma nova relação da população com o mercado imobiliário

A retomada do mercado imobiliário após a pandemia está relacionada ainda a um fator muito interessante. A crise da Covid-19 fez com que a população desenvolvesse uma nova relação com suas residências. O isolamento social levou as pessoas a procurarem espaços que se ajustassem melhor às suas necessidades. Essa realidade pode transparecer no futuro, nas compras e nas vendas de imóveis.

De acordo com a agência de inteligência imobiliária DataZAP, que efetuou uma pesquisa sobre o assunto, podemos esperar, para o pós-pandemia, que as pessoas demandem imóveis que tenham mais espaço para diversão e para criar animais domésticos, com varanda, quintal ou jardim.

32% das pessoas que foram entrevistadas nessa pesquisa disseram que contar com um ambiente específico para o trabalho em casa (home office) é muito importante. Mas o presidente da ABRAINC afirma que é necessário ter alguns cuidados em relação a essas novas tendências, no sentido de elas serem efetivas ou somente passageiras.

As empresas que suportaram a crise

As empresas que suportaram a crise

Se empresas como a Esser e a João Fortes Engenharia sofreram grandes reveses com o advento da Covid-19, outras conseguiram manter-se durante a pandemia. É que algumas incorporadoras e alguns fundos, por causa de decisões tomadas no ano de 2019 e no começo de 2020, conseguiram aumentar seu capital nesse período e conquistar uma saúde financeira que lhes permite enfrentar a atual crise econômica.

Entre essas empresas, podemos citar:

  • Trisul;
  • EZTec;
  • Moura Dubeux;
  • BR Properties;
  • VILG11.

Os planos de contingência e as estratégias

A retomada do mercado imobiliário após a pandemia também é favorecida pelos planos de contingência e estratégias definidas, somados à capitalização e à queda na Selic. Empresas do setor que souberem aproveitar esses fatores estão aptas a suportar o período crítico e, depois, alocar corretamente seu capital de modo a potencializar seu desempenho no futuro.

Já existem comitês de crise e foram implementadas inovações tecnológicas nos segmentos de edificação residencial e comercial. Podemos esperar redução de gastos, pois é necessário considerar, entre outras coisas, como serão as instalações corporativas e o relacionamento com o cliente final no “novo normal” que se estabelecerá depois que a Covid-19 estiver sob controle.

A retomada do mercado imobiliário após a pandemia, enfim, está amparada em alguns pilares, entre os quais está a valorização inerente dos bens imóveis (que faz deles um investimento melhor que certos títulos públicos e privados). Acontece, também, na rentabilidade média proporcionada pelos aluguéis e na nova relação da população com os imóveis residenciais, além da tecnologia, que sempre é uma aliada na recuperação de qualquer setor do mercado.Percebe-se que existem boas expectativas, mas é preciso encarar os desafios. Para complementar este post e ajudar você a contornar a crise, mostramos agora como vender imóveis em 2020!

Siga nossas dicas e não deixe de capitalizar durante a pandemia!

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